Bônus e comissões tornam-se frequentes para atrair desenvolvedores, hackers e designers em projetos ilícitos

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A proposta de remuneração é tentadora e pode chegar a R$ 21 mil, mas é preciso atenção. Isso pode ser uma armadilha do cibercrime. O alerta foi dado pela equipe de Digital Footprint Intelligence (DFI) da Kaspersky. O levantamento da Kaspersky é um grito de alerta às organizações para mapearem as áreas que suscitam mais cuidados.

A empresa global de cibersegurança e privacidade digital, fundada em 1997, analisou 227 mil anúncios de emprego entre janeiro de 2020 e junho de 2022. A partir dessa análise, foi possível mapear os perfis de profissionais de TI mais cobiçados pelo cibercrime na darknet.

Entre os anúncios pesquisados, os requisitos incluem desde a criação de páginas de malware e phishing até formas de estabelecer o comprometimento da infraestrutura empresarial. Para atrair os profissionais, os cibercriminosos incluem promessas de bônus e comissões para os “projetos mais bem-sucedidos”.

Nesse caso, são considerados eventos de sucesso a obtenção de resgate de uma organização comprometida. Os valores médios de remuneração também chamam atenção dos pesquisadores. Eles começam em torno de R$ 6,8 mil e podem ultrapassar R$ 21 mil.

O relatório da Kaspersky levou em consideração as publicações de anúncios de emprego de longo prazo ou de tempo integral em 155 fóruns na dark web. Foi possível constatar que as principais contratações do cibercrime ocorreram nas áreas de programação, hacker e design.

A preferência é por profissionais aptos a criarem páginas de disseminação de malware e phishing e que sejam capazes de abalar a infraestrutura empresariais. As análises feitas pelos especialistas da Kaspersky incluíram mais de 160 ofertas em que o salário foi explicitamente mencionado. Os valores mais altos, acima de R$ 21 mil (cerca de US$ 4 mil), são oferecidos a profissionais com conhecimento de engenharia reversa.

Os mais procurados na dark web

Entre os profissionais mais cobiçados na dark web estão os desenvolvedores. O perfil desses profissionais é procurado em 61% dos anúncios. Os desenvolvedores capazes de criar páginas com phishing são considerados sonhos de consumo na dark web.

Em segundo lugar, na ranking dos mais procurados, estão os hackers ou especialistas em TI com habilidades para promover ataques a redes, aplicativos web e dispositivos móveis. Eles representam 16% dos anúncios.

Na sequência, surgem os anúncios buscando designers. Esses profissionais representam o terceiro maior grupo entre os mais cobiçados, com 10% do total dos anúncios. Eles são requisitados para desenvolver, por exemplo, um malware como uma página ou produto de phishing.

“O recrutamento de profissionais é um dos numerosos tópicos que é constantemente discutido na darknet. Atualmente, seguir o interesse dos cibercriminosos e a análise contínua das suas atividades é vital para as empresas que querem responder proativamente aos ciberataques e manter a sua segurança da informação no mais alto nível. Quanto mais souber sobre o seu adversário, melhor você vai estar preparado”, afirma Polina Bochkareva, analista de serviços de segurança da Kaspersky.

Salários ofertados, com média mensal em dólares:

Design: US$ 1,3 mil
Administrador de TI: US$ 1,5 mil
Tester: US$1,5 mil
Analista: US$1,750
Desenvolvedor: US$ 2 mil
Hacker: US$ 2, 5 mil
Especialista em engenharia reversa: US$  4 mil

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