Open Finance cria oportunidades de crescimento que chegam a US$7 trilhões

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Segundo relatório da F5, feito em parceria com a Twimbit, o Open Finance está sendo responsável por um ecossistema de inovação global. Apesar disso, cada país está em um estágio diferente de adoção e maturidade dessa tecnologia, principalmente devido a valores externos como a regulamentação do mercado nacional.

Dessa forma, o Open Finance é responsável pela democratização do acesso aos serviços financeiros, devido ao crescimento do e-commerce e das APIs. Os clientes precisam de acesso simples e ágil a serviços seguros, que seguem a jornada do consumidor e oferecem serviços personalizados. 

Alguns serviços possibilitados pelo Open Finance são o Banking as a Service (BaaS), o Embedded Finance e a Monetização de Dados. Vale lembrar que o BaaS está relacionado às redes e aos produtos de API e portfólios de serviço, o Embedded Finance a portfólios de mercado e parcerias externas, principalmente com fintechs, e a Monetização de Dados permite a adoção de novos modelos de receita e o fornecimento de informações baseadas em dados brutos e resultados aprimorados.

Ainda, mais de 1,4 bilhão de pessoas não possuem contas bancárias e o Open Finance está criando oportunidades de crescimento em cerca de sete trilhões de dólares nas mais diversas áreas de consumo. Por isso, mais de 30% das transações dos clientes são realizadas fora da plataforma dos bancos, algo possível graças à implementação de APIs.

O estudo ainda apresenta oito imperativos para o sucesso do Open Finance:

  • Modernização da Tecnologia da Informação: as APIs permitem maior eficiência e integração híbrida e reduzem os riscos associados à transformação contínua.
  • Desenvolvimento de plataformas e de ambientes de teste: essa abordagem identifica anomalias, riscos e conflitos de interesse antes de lançar o produto ao público.
  • Arquitetura de API e gerenciamento de ciclo de vida: a realização de uma análise robusta e resiliente de volatilidades imediatas e de longo prazo para identificar novas oportunidades de mercado. 
  • Modelos de compartilhamento de receita: a criação de um escopo de distribuição e o relacionamento com o cliente são responsáveis por reduzir o custo de aquisição (CAC) e a pressão sobre a renda de juros. 
  • Ecossistemas parceiros: eles permitem maior eficiência dos bancos, disponibilizando recursos inovadores que seriam caros para desenvolvimento próprio.
  • Segurança: é fundamental a implementação de uma estratégia de segurança para aplicativos visando a proteção de dados dos clientes e tornando a sua experiência segura.
  • Estratégia de dados: o oferecimento de experiências contextuais e conectadas do cliente garante uma progressão robusta no crescimento do Open Finance.
  • Monetização de dados: os bancos podem utilizar dados para analisar o impacto dos fatores macroeconômicos no comportamento e nas escolhas do cliente, podendo criar e oferecer propostas de valor personalizadas. 

 

O Brasil faz parte de um grupo composto por metade dos países que já aderiram e estão em fases mais avançadas do Open Finance. O país possui estrutura de governança adequada, ambiente de regulamentação para testes controlados e atendimento à conformidade de compartilhamento de dados, facilitando o desenvolvimento de APIs. 

Vale ressaltar que a participação da Celcoin como uma das pioneiras em Open Finance no Brasil trouxe consigo novos parâmetros de integração dessa tecnologia financeira, suprindo necessidades de empresas dos mais diversos segmentos do mercado. Antes definido como uma simples coleta, armazenamento e análise de dados, o Open Finance passou a ir muito além deste conceito inicial abordado pelo Open Banking. Integrando uma infraestrutura de APIs em suas plataformas digitais, empresas passaram a oferecer serviços como pagamento de contas e, a partir disso, coletar novos dados e ofertar propostas mais personalizadas aos clientes.

O Iniciador de Transação de Pagamento (ITP) também teve a Celcoin como uma das primeiras participantes e resultou em importantes inovações. Seguindo essa mesma concepção de Embedded Finance e de oferecer uma infraestrutura de tecnologia financeira e bancária completa, com o ITP todo um processo de pagamento passa a acontecer em uma mesma plataforma, sem necessidade de acessar aplicativos de outros bancos e permitindo até mesmo usar saldos armazenados em diferentes instituições financeiras.

Hoje, o mercado brasileiro continua adotando políticas que permitem que neobancos,  empresas estrangeiras e outras fintechs cresçam no país, mesmo com um ambiente regulatório e mecanismos de compartilhamento de dados moderados pelo Banco Central (BC).

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