Enquanto setores como bancos e varejo enfrentam grandes desafios relacionados a sistemas legados, fraudes e conformidade regulatória, as transformações na infraestrutura de pagamentos corroboram para um ecossistema mais inteligente, instantâneo, seguro e interoperável.
Segundo o estudo The New Payments Era, da ACI Worldwide e The Paypers, a expectativa é de que, até 2030,os pagamentos deixarão de ser apenas ágeis e se tornarão invisíveis, tokenizados e integrados à experiência do usuário, operando em tempo real, com alto grau de automação e segurança embutida desde a origem da transação.
A projeção é de que os pagamentos globais saltem de US$ 190 trilhões, obtidos em 2023, para mais de US$ 290 trilhões até 2030, impulsionada pelo e-commerce, globalização das cadeias produtivas e pela digitalização dos serviços financeiros.
O relatório aponta ainda que a inovação nos pagamentos está sendo impulsionada por dois principais vetores. De um lado, as fintechs desafiam os modelos tradicionais, com soluções mais ágeis e digitais. Do outro, cresce a pressão para que os bancos modernizem seus sistemas legados, com os quais encontram dificuldade de acompanhar a demanda por pagamentos instantâneos, seguros e escaláveis.
A agilidade vem deixando de ser um diferencial e passa a ser um requisito básico. Um reflexo disso está no crescimento dos pagamentos instantâneos, que somaram 266,2 bilhões de transações em 2023 e devem representar cerca de 27% de todos os pagamentos globais até 2028.
Modernização da infraestrutura de pagamentos para superar os limites dos sistemas legados
Os pagamentos deixaram de ser apenas uma função administrativa e tornaram-se umponto de contato importante na experiência do cliente e um fator de diferenciação estratégica para os bancos. Em um mundo de expectativas em tempo real, serviços financeiros integrados, automação inteligente e capacidade de processar pagamentos de forma rápida, segura e inteligente são agora requisitos essenciais.
Apesar dessa evolução, grande parte das instituições financeiras tradicionais ainda operam com arquiteturas fragmentadas, desenvolvidas para absorver um menor volume de demandas, lidar com uma complexidade menor e responder a uma regulação menos rigorosa. Além disso, as operações dependem de uma grande quantidade de fornecedores, o que torna os processos mais lentos.
O levantamento da ACI Worldwide destaca que os sistemas legados dificultam a integração com novas soluções, elevam custos operacionais, reduzem a visibilidade sobre os fluxos de pagamento e limitam a capacidade de inovação e resposta aos movimentos rápidos do mercado.
Essa fragmentação compromete não apenas a eficiência operacional, mas também a tomada de decisão estratégica, especialmente em um ambiente no qual dados em tempo real são fundamentais para uma boa gestão de risco, liquidez mais ágil e experiência do cliente mais fluida.
Entraves dos pagamentos em tempo real
A expansão dos pagamentos instantâneos, como o Pix no Brasil e o UPI na Índia, redefine as expectativas globais sobre o setor, mas também traz alguns entraves. Transações irreversíveis, liquidação imediata e operação sem fricção demandam infraestruturas resilientes, inteligentes e altamente disponíveis.
Além disso, os pagamentos transfronteiriços seguem enfrentando gargalos históricos como processos lentos, que levam dias para serem concluídos, custos elevados, baixa transparência para as pontas da cadeia e maior exposição a riscos operacionais e fraudes.
Iniciativas globais como as metas do G20 buscam diminuir essas ineficiências. Entre os objetivos do grupo estão a redução do custo médio dos pagamentos internacionais para menos de 1%, liquidar as transações em até uma hora e ampliar o acesso a infraestruturas de pagamento até 2027.
Fraude, risco e conformidade regulatória
A modernização dos pagamentos ocorre em paralelo a um aumento significativo dos riscos. O relatório chama a atenção para o crescimento acelerado das fraudes, especialmente relacionadas a pagamentos autorizados por push, cujas perdas podem chegar até US$ 7,6 bilhões até 2028.
Os pagamentos em tempo real ampliam esse desafio, pois sua natureza reduz o tempo de detecção e resposta. Além disso, os criminosos operam com uma visão integrada dos esquemas de fraude, enquanto as instituições financeiras lidam com dados fragmentados e silos operacionais.
Nesse contexto, o uso de Inteligência Artificial, análise comportamental e compartilhamento de informações em tempo real é apontado como um caminho essencial para elevar a eficácia da prevenção de fraudes, ao mesmo tempo em que atende as exigências cada vez mais rigorosas de KYC (Know Your Customer), lavagem de dinheiro e proteção ao consumidor.
Varejo no centro da transformação
A transformação da infraestrutura de pagamentos também reflete diretamente no varejo, com a necessidade cada vez maior de oferecer experiências mais fluidas, omnichannel e escaláveis.
O levantamento da ACI Worldwide destaca que mais de 80% dos varejistas enfrentam desafios ligados à tecnologia e dados, especialmente no que diz respeito à gestão de fraudes e consolidação de informações de pagamento. Por outro lado, os pagamentos instantâneos trazem benefícios claros, como a liquidação imediata, melhoria do fluxo de caixa e redução da dependência de intermediários.
Em paralelo, mais de 60% dos varejistas planejam aumentar investimentos em tecnologia. O foco está mudando para soluções escaláveis, baseadas em IA, para reduzir as perdas, otimizar as operações e proteger o cliente final.
A expectativa é que o volume global de pagamentos instantâneos cresça 28% até 2027, tendo como reflexo o avanço regulatório em países como o Brasil e a Índia, que possuem o Pix e UPI, respectivamente, acelerando a adoção.
Plataformas de pagamento como ativos estratégicos
Um dos principais insights do estudo é o posicionamento das plataformas de pagamento como ativos estratégicos, e não apenas infraestruturas operacionais.
A modernização bem-sucedida envolve a adoção de arquiteturas modulares e independentes de fornecedores, baseadas em hubs de pagamento centralizados, nativas em nuvem e preparadas para evoluções contínuas.
Essa abordagem permite eliminar silos entre diferentes tipos de pagamento, integrar novos modelos de negócios sem precisar começar do zero e alinhar o avanço tecnológico aos objetivos estratégicos das organizações.
Mais do que tecnologia, o futuro dos pagamentos exigirá colaboração entre as instituições financeiras, varejo, reguladores e provedores de infraestrutura, criando um ambiente mais eficiente, seguro e inclusivo.
Para bancos e empresas que operam no ecossistema financeiro, a mensagem é clara: modernizar não é apenas cumprir exigências regulatórias, mas construir uma base sólida para competir, inovar e sustentar o crescimento em um mercado cada vez mais dinâmico e interconectado.
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