Tudo sobre Open Finance, sua implementação no Brasil e seu papel no mercado financeiro atual
Em um cenário onde a digitalização transforma o setor financeiro, o Open Finance surge como uma revolução no Brasil, permitindo que consumidores controlem e compartilhem seus dados bancários de forma segura e eficiente.
Implementado pelo Banco Central do Brasil (BCB), esse sistema democratiza o acesso a serviços financeiros e fomenta a competição entre instituições, beneficiando milhões de brasileiros.
Com mais de 103 milhões de autorizações ativas de compartilhamento de dados registradas em agosto de 2025, o Open Finance completa cinco anos de regulamentação, marcando um avanço significativo na inclusão financeira.
O que é Open Finance e como ele difere do Open Banking?
O Open Finance, também conhecido como sistema financeiro aberto, representa a evolução do Open Banking. Enquanto o Open Banking se concentrava no compartilhamento de dados bancários básicos, como saldos e transações, ele amplia esse escopo para incluir produtos como seguros, investimentos, previdência e câmbio. De acordo com o Banco Central, ele permite que clientes de produtos e serviços financeiros levem suas informações de uma instituição para outra, facilitando ofertas personalizadas e maior mobilidade.
No Brasil, o sistema é regulado pelo BCB e envolve não apenas bancos tradicionais, mas também fintechs, corretoras de seguros e empresas de crédito. Isso cria um ecossistema integrado onde os dados são compartilhados com consentimento explícito do usuário, promovendo transparência e inovação.
Diferentemente de modelos em outros países, como o Open Banking no Reino Unido, o brasileiro enfatiza a inclusão de dados não bancários, alinhando-se à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para garantir privacidade.
Como o Open Finance funciona na prática?
O processo de compartilhamento de dados via Open Finance é simples e seguro. Veja o passo a passo:
1. Consentimento: no app da instituição financeira, o usuário autoriza o compartilhamento, especificando dados (ex.: histórico de transações) e destinatário.
2. Autenticação: uso de biometria ou tokens para validar.
3. Transmissão: dados são enviados via APIs seguras, criptografadas.
4. Uso e revogação: a instituição receptora usa os dados apenas para o fim autorizado; o usuário pode revogar a qualquer momento.
Segundo a Serasa, a adesão ao Open Finance é gratuita e segue a LGPD, com foco em minimizar riscos. Em 2025, foram realizados testes para novos produtos, como o Crédito Pessoal Clean.
Segurança e privacidade: medidas contra riscos
A segurança é prioridade no Open Finance, com padrões como autenticação multifator e criptografia end-to-end. O BCB monitora incidentes, e as instituições devem reportar vazamentos. A LGPD garante direitos como portabilidade e esquecimento de dados. Apesar de preocupações com fraudes, o sistema reduziu riscos ao centralizar controles, conforme análises da Serasa.
Em agosto de 2025, o Open Finance registrou 103 milhões de autorizações e 68 milhões de contas, um marco nos cinco anos de implementação.
Histórico e implementação no Brasil: das origens à consolidação
A jornada do Open Banking no Brasil começou em 2019, com a aprovação da Resolução BCB nº 4.860, que estabeleceu suas bases. Em 2021, o sistema foi lançado em fases, evoluindo para Open Finance em 2022 para abarcar mais segmentos. O Banco Central liderou o processo, inspirado em iniciativas globais como o PSD2 na Europa, mas adaptado à realidade brasileira, onde a concentração bancária é alta.
Em 2025, o sistema comemora cinco anos com um evento organizado pelo BCB, destacando avanços como a integração com o Pix e a tokenização de ativos. O Open Finance já envolve 68 milhões de contas ativas, refletindo uma adesão crescente. A implementação ocorreu em quatro fases principais.
Quais foram as fases de implementação do Open Finance?
- Fase 1 (2021): Compartilhamento de dados institucionais, como canais de atendimento e produtos oferecidos, para aumentar a transparência.
- Fase 2 (2021-2022): Consentimento para compartilhamento de dados cadastrais e transacionais dos clientes.
- Fase 3 (2022): Iniciação de pagamentos e propostas de crédito, permitindo transações sem necessidade de acessar múltiplos apps.
- Fase 4 (2022 em diante): Expansão para dados de investimentos, seguros e previdência, com foco em portabilidade de informações.
- Atualizações regulatórias em 2025, como a Instrução Normativa BCB nº 615, divulgaram a versão 7.0 do Manual de APIs do Open Finance, padronizando interfaces para maior interoperabilidade. Outra norma, nº 588, atualizou o Manual de Serviços da Governança do Open Finance.
Qual foi o papel do Banco Central nesse processo?
O Banco Central é o principal regulador, definindo normas para participação obrigatória de instituições com mais de 500 mil clientes ativos.
A governança é compartilhada com uma estrutura autônoma, incluindo representantes do setor, para supervisionar APIs (interfaces de programação) e resolver disputas. Prioridades para 2025/2026 incluem aprimoramentos no Pix, Open Finance e ativos virtuais, como anunciado pelo BCB em abril de 2025.
A LGPD é fundamental, exigindo consentimento granular: o usuário escolhe quais dados compartilhar, por quanto tempo (até 12 meses) e com quem. Instituições devem aderir a padrões de segurança cibernética, com multas por violações podendo chegar a R$ 50 milhões. A Serasa, por exemplo, enfatiza que o processo é 100% digital e gratuito, supervisionado pelo BCB.
Benefícios do Open Finance para consumidores
A principal vantagem do Open Finance é o empoderamento financeiro que ele proporciona aos consumidores. De acordo com a Serasa, as principais vantagens incluem:
- Acesso ampliado: compartilhar histórico financeiro permite ofertas de empréstimos com taxas mais baixas, mesmo em instituições onde não se é cliente.
- Personalização: análises de dados geram produtos sob medida, como seguros ou investimentos baseados no perfil de risco.
- Competição e economia: aumento da concorrência pode reduzir custos; um relatório da EY indica que isso beneficia a saúde financeira geral.
- Portabilidade facilitada: transferir dados automaticamente, sem burocracia.
- Melhor gestão: visão integrada de finanças ajuda a reduzir dívidas e otimizar investimentos.
Dados de 2025, da Ernst & Young, mostram que 28% da população bancarizada aderiu ao sistema, um crescimento impulsionado pela facilidade de uso.
Benefícios do Open Finance para instituições e o mercado financeiro
Para bancos e fintechs, o Open Finance abre portas para inovação. Empresas como a Celcoin, por exemplo, integram o sistema em suas plataformas de infraestrutura financeira, permitindo que negócios ofereçam serviços personalizados via APIs. Isso fomenta parcerias, como entre bancos tradicionais e startups, reduzindo a concentração de mercado.
Estatísticas do BCB indicam que o sistema já processa bilhões em transações facilitadas, impulsionando o PIB via inclusão financeira. Entretanto, apesar dos avanços, desafios como baixa adesão ainda persistem, mas o potencial para tokenização e integração com criptoativos é promissor.
O futuro do Open Finance
Olhando para o futuro, o BCB prioriza integrações com Pix e ativos virtuais em 2025/2026. Espera-se expansão para dados de crédito rural e imobiliário, com adesão crescente. De acordo com projeções, o Open Finance pode adicionar R$ 100 bilhões ao mercado de crédito até 2030, impulsionando fintechs e inclusão.
Celcoin é pioneira em Open Finance
Lançada em 2016, a Celcoin se tornou uma infratech referência no mercado. Por meio de tecnologias de banking, payments e crédito, ela permite que empresas de qualquer segmento atuem no ecossistema financeiro, oferecendo serviços que vão desde pagamento de contas até concessão de crédito, sem a necessidade de ter licenças ou tecnologias próprias.
Presente na captação e no compartilhamento de dados, o Open Finance permite que as soluções da Celcoin sejam aplicadas de forma segura e personalizável. Entre os principais exemplos, estão:
- Onboarding de clientes mais ágil, simples e seguro, eliminando a necessidade de preencher formulários longos ou fornecer documentos físicos.
- Tecnologia Know Your Customer (KYC), que traz mais segurança ao acessar dados financeiros de outra empresa.
- Análise de risco para concessão de crédito, com capacidade de avaliar o histórico financeiro de clientes.
- Hiperpersonalização de produtos, através da captação e processamento de dados sobre hábitos de consumo, perfil financeiro e interesses dos clientes.
- Jornada Sem Redirecionamento (JSR): a Celcoin é uma das únicas Instituições de Pagamento aprovadas pelo BC para atuar com essa tecnologia que, por meio do Open Finance, permite que pagamentos sejam feitos diretamente nas plataformas digitais das empresas, sem redirecionamentos para aplicativos bancários externos.
FAQ: principais dúvidas
O que é Open Finance?
O Open Finance é o sistema que permite o compartilhamento de dados financeiros dos consumidores, com consentimento, de forma segura e padronizada, ampliando o acesso a produtos e serviços financeiros no Brasil
Qual é a diferença entre Open Banking e Open Finance?
O Open Finance representa a evolução do Open Banking, que se limitava a dados bancários básicos, ao incluir informações de seguros, investimentos, previdência e câmbio.
É preciso ter uma licença própria para atuar com o Open Finance?
Para atuar com Open Finance não é necessário ter uma licença própria quando a empresa utiliza a infraestrutura de instituições reguladas e participantes do ecossistema, como a Celcoin.
O Open Finance é seguro?
Sim. Ele segue regras do Banco Central, padrões avançados de criptografia, autenticação multifator e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Como começo a usar o Open Finance em minha empresa?
Para começar a usar o Open Finance na empresa, o caminho é integrar-se a uma infraestrutura especializada via APIs, que viabilize a captação e o uso dos dados de forma regulada, escalável e alinhada às exigências do Banco Central.
O que você leu neste artigo?
- O que é o Open Finance
- Como o Open Finance funciona na prática
- Histórico e implementação do Open Finance
- Quais são os benefícios do Open Finance
- Qual é o futuro do Open Finance





