O crédito ocupa um papel central na economia do país e na vida financeira dos brasileiros. Sua oferta cada vez mais descentralizada simplifica o acesso e abre portas para que, a partir do crédito, surjam novas formas de negócio. Porém, para atuar neste mercado, é imprescindível entender o perfil dos tomadores, tema da pesquisa exclusiva “O que impulsiona o consumo e a escolha de produtos de crédito no Brasil?”, produzida pela Celcoin.
A pesquisa contou com a participação de mais de 1.500 pessoas em todo o país e buscou trazer esclarecimentos sobre como é a relação dos usuários com os serviços financeiros e crédito – como consomem, escolhem e percebem os produtos financeiros. Além disso, mostrou que o crédito no Brasil vai muito além de financiar o consumo, tornando-se um mecanismo de sobrevivência financeira para os brasileiros, essencial para manter o orçamento em equilíbrio diante de um ambiente marcado por juros e inflação elevados, que limita a renda e o poder de compra.
Outro ponto importante, segundo a pesquisa, é o nível de exigência cada vez mais elevado dos usuários. Na hora de contratar o crédito, eles buscam juros competitivos, processos ágeis e segurança, fato que ajuda a justificar o crescimento dos bancos digitais e fintechs. Em um ambiente de alta demanda, as instituições financeiras e empresas que oferecem crédito precisam unir aspectos como custo acessível, inovação e confiabilidade para atender às necessidades do público tomador de recursos financeiros.
Crédito atravessa gerações e diferentes públicos
Um dos principais achados da pesquisa da Celcoin é que o consumo de crédito não se resume a um público específico, mas atravessa gerações, perfis educacionais e classes sociais.
De acordo com o levantamento, 76% dos brasileiros usam algum tipo de crédito, com uma penetração maior entre as mulheres (55%) e entre pessoas a partir de 55 anos (33%).
Do ponto de vista educacional, os grupos que mais buscam recursos são pessoas que têm Ensino Médio completo (40%), seguidas por Ensino Superior completo (31%). Regionalmente, a maior concentração está no Sudeste (47%) e Nordeste (25%). Já no recorte socioeconômico, a predominância maior do consumo está nos integrantes da classe C1 (34%).
Cartão de crédito mantém a maior fatia do mercado
Quando o assunto são produtos, o cartão de crédito é o preferido dos usuários brasileiros. De acordo com a pesquisa da Celcoin, esse meio de pagamento está presente na rotina de 51% dos entrevistados. Em seguida, aparecem outros, como empréstimos pessoais (18%), financiamentos (14%) e consignado (11%).
Além de popular, essa modalidade de pagamento cumpre um papel central na cobertura de despesas médias, entre R$ 1.001 e R$ 5.000, para 57% dos entrevistados, sendo a principal ferramenta para lidar com gastos do dia a dia e dívidas.
Outro comportamento observado na pesquisa é a utilização do cartão de crédito como complemento de renda. Em outras palavras, ele é usado para “tapar buracos” do orçamento antes de viabilizar novos investimentos ou consumo planejado.
Em um cenário de orçamento apertado, para os usuários o cartão tornou-se um aliado e hoje é mais utilizado como uma ferramenta de reestruturação financeira do que para aquisições de grande valor.
Crédito para pagamento de dívidas
Ao serem questionados sobre os motivos que os levam a buscar crédito no mercado, 28% dos entrevistados mencionaram o uso dos recursos para pagamento de dívidas. A seguir, aparecem outras motivações como a compra de bens duráveis (20%), reformas (8%), viagens e lazer (7%) e empreendedorismo (7%).
O cenário atual de alta inadimplência – quase 72 milhões de brasileiros estão com boletos vencidos, segundo dados da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e SPC Brasil – está estimulando o aumento do uso do crédito nos próximos 12 meses. Segundo o estudo da Celcoin, 30% dos brasileiros pretendem pagar dívidas e 24% almejam consumir bens duráveis.
Esses dados mostram que, mesmo em um contexto de desaceleração econômica, a demanda por crédito tende a se manter em curva ascendente, o que traz novas oportunidades e também desafios para o mercado financeiro.
Taxa de juros como fator decisivo para a tomada de crédito
Se a motivação para buscar crédito é clara, o mesmo vale para os critérios de escolha sobre a melhor alternativa – e isso é feito de forma racional e pragmática. Quase metade dos entrevistados (45,2%) afirmam que as taxas de juros são o principal fator na hora da contratação, o que sinaliza que o custo é o ponto principal para a decisão.
Outros aspectos como limite disponível (16,1%) e valor da parcela (12,2%), aparecem em segundo plano. Questões como benefícios adicionais, incluindo cashback, pontos e programas de fidelidade exercem pouca influência nessa decisão.
Oferta de crédito no ambiente digital
Um dos dados mais significativos da pesquisa está relacionado aos canais de contratação: 46,6% preferem buscar crédito em apps de bancos digitais, ante 36% que ainda recorrem a bancos físicos.
Aqueles que optam pelos canais digitais se dizem atraídos por aspectos como agilidade (45%) e menos burocracia (35,1%). Essa preferência reforça uma tendência já consolidada: a digitalização do crédito não é apenas conveniência, mas uma resposta direta às dores históricas do setor, como processos lentos e excesso de burocracia na aprovação.
Apesar disso, a insegurança dos usuários quanto ao uso dos meios digitais ainda é presente. Entre os que rejeitam os canais digitais na hora de contratar crédito, o medo de golpes e fraudes se destacou como o principal fator, apontado por 58% dos participantes da pesquisa, seguido pela falta de atendimento humano (19%).
Dificuldade de acesso x aumento da demanda
Apesar da forte demanda por crédito, 44% dos entrevistados afirmaram que já tiveram dificuldade em tomar recursos financeiros. Entre os principais obstáculos, destacam-se fatores como burocracia (29,6%), nome restrito (23,7%) e a falta de comprovação de renda (15,8%).
Os dados revelam uma contradição: enquanto dependem cada vez mais do crédito, os brasileiros ainda encontram barreiras estruturais para acessá-lo. Isso abre espaço para soluções como novos modelos de análise de risco, uso de dados não tradicionais e produtos financeiros mais acessíveis. Tendências que ganham força no mercado, estimuladas pelo avanço da digitalização, evolução do Open Finance e chegada de novos serviços.
Celcoin: infraestrutura de crédito referência no mercado
O crédito é cada vez mais uma oportunidade acessível para empresas financeiras e não financeiras encontrarem novas possibilidades no mercado. A maturidade de soluções “as a service” e as facilidades regulatórias rompem barreiras, descentralizando a oferta de crédito, antes nas mãos de grandes bancos.
Enquanto a utilização do crédito permanece em alta, cresce também o conhecimento e a confiança do público nas tecnologias financeiras. Hoje, a busca por crédito em plataformas digitais assume papel de protagonismo e aparece como uma maneira eficiente de atender as expectativas dos brasileiros por serviços rápidos, seguros e sem burocracias.
Como referência em infraestrutura financeira, a Celcoin oferece tecnologia robusta e regulação necessária para que empresas atuem no ciclo de vida completo do crédito, incluindo onboarding, emissão de CCBs e notas comerciais, formalização, gestão de carteira e cobrança, e recuperação de valores. Uma plataforma “all in one” com todas as funcionalidades para criar, distribuir e operar diversas modalidades de crédito.
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