LIFT Challenge – Real Digital dá sinal verde para a execução de nove projetos

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Este ano, cerca de 100 bancos centrais, que juntos representam aproximadamente 95% do PIB mundial, já anunciaram projetos com foco na criação de moedas digitais, conhecidas como CBDCs (do inglês Central Bank Digital Currencies). Em setembro, o Banco Central (BC) deu mais um passo para a execução de projetos dedicados a casos de uso de uma moeda digital emitida pelo banco, na esteira da iniciativa do Real Digital.

Ambiente colaborativo realizado pela Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac) em parceria com o Banco Central, o LIFT Challenge – Real Digital deu sinal verde para a execução de nove projetos relacionados a estudos de caso com a moeda digital. Eles foram selecionados entre 43 propostas apresentadas por empresas estabelecidas no Brasil e em outros sete países (Alemanha, Estados Unidos, Israel, México, Portugal, Reino Unido e Suécia).

“Com os testes que faremos no LIFT Challenge, várias questões serão esclarecidas, muitas sobre os usos da tecnologia do Real Digital, mas principalmente sobre as especificações tecnológicas da plataforma que servirá de suporte para as fases seguintes da iniciativa”, ressalta Fabio Araujo, coordenador da Iniciativa do Real Digital.

O portfólio das nove propostas está alinhado às diretrizes do Real Digital e às ações da Agenda BC#.  De acordo com o BC, os participantes do LIFT Challenge – Real Digital terão um ambiente dedicado para lidarem com as questões mais relevantes na implantação do Real Digital.

As aplicações apresentadas pelos nove projetos selecionados são muito variadas. Elas cobrem desde aplicações de entrega contra pagamento (DvP); pagamentos contra pagamentos (PvP); internet das coisas (IoT); finanças descentralizadas (DeFi) e soluções de pagamento em que pagadores e recebedores não contam com acesso à internet (dual offline).

De acordo com o Banco Central, a iniciativa do LIFT Challenge – Real Digital tem o objetivo de identificar características imprescindíveis para o desenvolvimento da infraestrutura da moeda digital. O LIFT Challenge é o ambiente destinado ao debate e amadurecimento de modelos de negócio. Essas discussões vão favorecer o processo de criação de uma moeda digital que apresente benefícios e funcionalidades a sistemas de pagamento e liquidação no Brasil.

O desafio é voltado a participantes do mercado interessados em desenvolver um produto minimamente viável (MVP) que atenda ao foco da edição. Cada solução será desenvolvida para beneficiar o Sistema Financeiro Nacional e para trazer benefícios e inovações à sociedade brasileira

Andre Siqueira, chefe de divisão no Departamento de Tecnologia da Informação do Banco Central, afirma que “o ecossistema LIFT é um importante componente no impulso à adoção de novas tecnologias e no desenvolvimento de novos e melhores serviços financeiros para a sociedade brasileira”.

Na visão do BC, quando o LIFT Challenge convoca participantes do mercado para discutir desafios tecnológicos do sistema financeiro brasileiro, há a configuração do ecossistema LIFT ganha mais força. Hoje o LIFT apresenta os seguintes desdobramentos: “: i) LIFT Learning, ações voltadas para educação e para propostas de inovação ainda em fase embrionária; ii) LIFT Lab, foco em startups; e iii) LIFT Talks, um canal permanente de debate com a sociedade.”

Conheça os nove projetos para o LIFT Challenge – Real Digital.

AAVE

“Reúne recursos dos poupadores (formando um fundo, ou pool de liquidez), por meio de ferramentas de finanças descentralizadas (DeFi), com foco em oferecer empréstimos e garantir que essas operações se adequem às normas do sistema financeiro nacional”.

BANCO SANTANDER BRASIL

“Conversão para o formato digital (tokenização) do direito de propriedade de veículos e imóveis e sua negociação, mediante o método de pagamento contra entrega (DvP), no qual o pagamento pelo bem (casa ou automóvel) ocorre no mesmo instante em que seu direito de propriedade é transferido para o comprador”.

FEBRABAN

“Proposta de negociação de ativos financeiros digitalizados (tokenizados) usando o método de pagamento contra entrega (DvP), no qual o pagamento pelo ativo financeiro ocorre no mesmo instante em que seu direito de propriedade é transferido para o comprador”.

GIESECKE + DEVRIENT

“Sistema de pagamentos e transferências baseado no real digital que pode fazer transações mesmo quando pagador e recebedor estiverem sem acesso à internet (pagamentos dual offline)”.

ITAÚ UNIBANCO

“Busca facilitar pagamentos e transferências internacionais entre Brasil e Colômbia por meio do uso de método de pagamento contra pagamento (PvP), em que detentores de moedas diferentes – no caso, o real e o peso colombiano – podem trocar essas moedas entre si, e a entrega da moeda para cada um dos envolvidos acontece simultaneamente”.

MERCADO BITCOIN

“Proposta de negociação de ativos digitais (com foco em criptoativos) por meio do método de pagamento contra entrega (DvP), no qual o pagamento pelo criptoativo ocorre no mesmo instante em que seu direito de propriedade é transferido para o comprador”.

TECBAN

“Solução de entrega de encomendas para de comércio eletrônico por meio de uma rede de armários programáveis baseada na internet das coisas (IoT), ou seja, oferece uma solução de logística, em um sistema potencialmente aberto de pagamentos e entrega, no qual diferentes plataformas de e-commerce poderão ter acesso a pontos seguros de entrega”.

VERT

“Solução de financiamento rural baseada em dinheiro programável, mediante uma moeda digital de emissão própria com valor atrelado ao real (stablecoin do real)”.

VISA DO BRASIL

“Resposta para o financiamento de pequenas e médias empresas com base em uma solução de finanças descentralizada (DeFi), que poderá dar a esse segmento uma maneira viável de acessar fontes de financiamento externo”.

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