Conexão entre Open Finance e Open Insurance será destaque no setor financeiro

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Em 2023, a iniciação de transação de pagamento vai dominar o cenário de operações financeiras digitais, marcando presença no dia a dia do brasileiro. A tendência é fomentar inúmeros modelos de negócio. Outro destaque para os próximos meses é o compartilhamento de dados. A previsão dos especialistas em finanças digitais é que ele seguirá quebrando recordes.

Mas o próximo ano também será marcado por desafios. Um dos principais está relacionado às especificações da interoperabilidade entre o open finance e o open insurance. Essa integração, considerada inédita no mundo, colocará o Brasil em um patamar de destaque no mundo das operações financeiras abertas.

A expectativa do setor é que o Banco Central (BC) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep) especifiquem como deverá acontecer o compartilhamento de dados, mediante o consentimento do cliente, entre instituições participantes dos dois ecossistemas como se fosse um único ambiente.

Essa análise está inserida no Open Finance Mega Report 2022, lançado em dezembro. O relatório apresenta um cenário de inovações jurídicas, regulatórias, usabilidade e experiência do usuário relacionado a serviços de instituições financeiras e fintechs. 

O documento foi produzido pela newsletter Let’s Open e pela Finansystech, especializada em tecnologia para instituições financeiras que desejam participar do open finance. O relatório conta ainda com o apoio da Fenasbac (Federação Nacional de Associações de Servidores do Banco Central).

Pix em ritmo acelerado

As avaliações compiladas pelo Open Finance Mega Report 2022, destacam ainda os números do Pix. Em 20 de dezembro, o Pix ultrapassou a marca de 100 milhões de transações feita em um único dia. Foram 104,1 operações, enquanto o recorde anterior havia registrado 99,4 milhões de transações no fim de novembro.

O relatório ressalta que, em fevereiro de 2022, o Pix já era considerado a forma de pagamento mais utilizada no Brasil no que diz respeito a transações, suplantando inclusive as operações feitas com cartão de crédito. 

Segundo os dados do “Open Finance Mega Report 2022”, o número de transações feitas entre pessoas e estabelecimentos comerciais (P2B) cresceu 10% ao mês ao longo do último ano.  

“Esses dados demonstram a grande adoção do arranjo Pix pelos negócios no Brasil, com tendência a se tornar em breve a forma de pagamento padrão. A Iniciação de Pagamentos via open finance tende a acelerar ainda mais o uso de Pix de pessoas físicas para pessoas jurídicas, especialmente no comércio eletrônico, por simplificar de forma significativa a jornada do cliente”, ressalta o relatório.

Escalada global do Open finance

Os dados do Open Finance Mega Report 2022 também destacam a expansão global do open finance. Segundo o relatório, o open finance movimentou R$ 18 bilhões no mundo.  Somente a compra da compra da Tink pela Visa transacionou R$10,6 bilhões.

O documento também mapeia 39 operações globais na esteira do Open Finance. Desse total, foram 27 investimentos e 12 aquisições, sendo 8 sem o valor divulgado. No Brasil, os movimentos impulsionados pelo cenário de open finance envolveram negociações de menor porte. O relatório cita quatro investimentos sob um total de R$ 151 milhões e três operações de fusões e aquisições, mas apenas uma delas revelou o montante negociado (R$ 52 milhões).

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