Ecossistema recebeu R$ 162 milhões para custeio e apresentou aumento de 60% nas contas conectadas
Com dados cada vez mais robustos e novas funcionalidades, o ecossistema de Open Finance no Brasil atingiu em 2025 o maior grau de maturidade desde sua implementação pelo Banco Central (BC) em 2020. Até o fim de 2025, o ecossistema registrou 288,7 bilhões de chamadas de APIs, o que representa um aumento de 64,6% em relação a 2024. Já em consentimentos, foram 154 milhões de contas conectadas no fim de 2025, alta de 59,8%, sendo mais de 100 milhões de consentimentos únicos, o que significa um incremento de 59,2% na comparação anual.
Ao longo de 2025, a Associação Open Finance, entidade sem fins lucrativos que representa a estrutura de governança do sistema financeiro aberto no Brasil, contou com a associação de 240 instituições, 158 conglomerados prudenciais ou financeiros, 743 instituições e cooperativas cadastradas como participantes. Esse ecossistema é composto ainda por: 66 instituições transmissoras de dados, 61 receptoras de dados, 77 detentoras de conta e 63 instituições prestadoras de serviço de iniciação de pagamento.
Os dados fazem parte do Relatório Anual Open Finance edição 2025. O documento aponta ainda que, no ano passado, os investimentos realizados para custear a estrutura do ecossistema totalizaram R$ 162 milhões. Esse volume representa a relação de 98,2% entre o montante realizado e o orçado para o ano. Desde 2020, o valor total destinado para investimentos e custeio da estrutura totaliza R$ 495 milhões.
Diante dos avanços na infraestrutura brasileira de compartilhamento de dados financeiros, a tecnologia deixa de ser o aspecto mais desafiador. O cenário passa a focar em questões econômicas e institucionais. Agora, a prioridade do Open Finance Brasil é eliminar gargalos para elevar padrões de disponibilidade e rapidez que atendam às expectativas dos consumidores.
Open Finance alcança novo patamar na economia brasileira
Considerado exemplo de inovação e vanguarda em todo o mundo, o Open Finance no Brasil subiu de patamar durante 2025. No ano passado, o trabalho da Associação Open Finance permitiu a consolidação da governança do ecossistema, aumentando o espaço para o diálogo e a construção coletiva do Open Finance no país.
“O desenvolvimento do Open Finance é resultado de um esforço coletivo que combina inovação, cooperação e compromisso com a construção de um sistema financeiro melhor para todos. Nessa jornada, cada colaborador da Associação Open Finance tem seu papel, contribuindo com essa construção e com o nosso propósito”, ressalta Ana Clara Abrão, diretora-presidente do Open Finance Brasil no relatório sobre o Open Finance em 2025.
Sob o ponto de vista do Banco Central, o relatório aponta o reconhecimento do regulador em relação aos avanços alcançados pelo Open Finance. De acordo com o relatório, “o Banco Central reconhece esse avanço e reafirma seu compromisso de seguir trabalhando para que o Open Finance continue gerando benefícios concretos para a sociedade”.
Em termos de escalabilidade, um dos destaques do relatório é o volume mensal, que teve um salto, chegando a 40 bilhões de chamadas em 2025. Foram registradas 3 bilhões de transações em um único dia. Na avaliação da Associação Open Finance, os dados evidenciam a escala de infraestrutura nacional e a arquitetura resiliente e economicamente sustentável. O grande tema em 2026 vem sendo a portabilidade de crédito.
Mais maduro e tecnologicamente mais robusto, o Open Finance no Brasil, respaldado pela governança mais bem estruturada, mira agora na expansão dos casos de uso, preservando o ambiente regulatório que incentiva a inovação sem negligenciar a segurança e a proteção de dados, destaca Abrão no relatório.
Para 2026, o documento indica como prioridade estratégica do Open Finance Brasil a busca por melhorias contínuas de desempenho e excelência operacional. A meta é suplantar gargalos remanescentes e assegurar maior maturidade nos processos.
“A Associação reafirma seu compromisso em liderar essa transformação, garantindo que a infraestrutura técnica acompanhe a robustez da governança estabelecida ao longo do último ano”, aponta o relatório.
O poder das infratechs no ecossistema Open Finance
O Open Finance é cada vez mais um elemento essencial para estabelecer conexões ágeis, seguras e padronizadas entre participantes do mercado, traduzindo as exigências regulatórias do Banco Central em soluções práticas de compartilhamento de dados e iniciação de pagamentos.
Como peças-chave desse ecossistema, as infratechs levam novas soluções Open Finance para que bancos, fintechs e empresas de diversos setores ofereçam jornadas mais integradas e inteligentes aos seus clientes B2B e B2C. Entre as principais soluções que ganharam destaque ao longo de 2026 estão a Iniciação de Transação de Pagamentos (ITP), a Jornada Sem Redirecionamento (JSR), a portabilidade de crédito e a análise enriquecida de dados para concessão de crédito.
A Celcoin, como infratech pioneira em Open Finance, viabiliza a integração direta às estruturas do sistema financeiro aberto, garantindo desempenho operacional e segurança para operações em larga escala. Para saber mais, acesse nosso site.