O Crédito do Trabalhador entrou em vigor em março de 2025 e, desde então, está promovendo transformações profundas no mercado de consignado privado. Segundo dados do Banco Central, o volume mensal movimentado pelo empréstimo CLT saltou de R$ 1,5 bilhão para quase R$ 11 bilhões. No total, em pouco mais de um ano, o modelo já contabilizou mais de R$ 117 bilhões em operações e beneficiou cerca de 9,5 milhões de trabalhadores em todo o país.
Essa forte expansão trouxe consigo novas dinâmicas de mercado e mudanças relevantes na estrutura das operações. De acordo com um estudo feito pela Serasa Experian, mudanças no comportamento dos brasileiros influenciaram diretamente nessa nova configuração, o que inclui valores emprestados, prazos de pagamento e uso dos recursos.
Crescimento no número de contratos e de empresas ofertantes reduz o valor dos empréstimos
No estudo, alguns pontos se destacam nessa nova fase do Crédito do Trabalhador:
Volume x Valores
Em cerca de um ano, o volume de novos contratos saltou de 11 mil para 25 mil. Em contrapartida, o valor médio do crédito obtido pelos trabalhadores retraiu 73% – de R$ 8,6 mil para R$ 2,3 mil por pessoa. No entanto, a demanda por valores ainda menores se mostrou aquecida – 44% das operações envolveram concessões de até R$ 1,5 mil.
Os empréstimos de maior porte, com valores acima de R$ 20 mil, representaram apenas 1,9% de todas as transações analisadas, contando com juros menores e prazos mais extensos.
Bancos x Fintechs
Em paralelo, o número de instituições financeiras que passaram a ofertar esse tipo de crédito para as empresas subiu de 4 para 21, o que refletiu na maior pulverização das concessões de recursos financeiros e, consequentemente, no acirramento da concorrência entre bancos e fintechs.
Número de empréstimos por trabalhador
Outro achado identificado no levantamento da Serasa é o número de empréstimos por trabalhador: cerca de 74% possuem dois ou mais contratos ativos dessa modalidade. Do total dos brasileiros com múltiplas linhas em andamento, 54,6% realizaram operações com instituições financeiras diferentes.
Restrições financeiras
O score de crédito também foi um aspecto analisado pela datatech. Os trabalhadores com pontuações mais baixas responderam por 86% das operações, enquanto apenas 21% tinham uma nota maior do que 600, que representa um risco médio de inadimplência.
Em paralelo, 69% dos tomadores possuem algum tipo de restrição financeira. O relatório apontou ainda que 8 em cada 10 contratantes do crédito CLT (cerca de 78%) possuem mais de 81% de sua renda comprometida com obrigações diversas.
Principais finalidades dos valores originados pelo Crédito do Trabalhador
Uma pesquisa feita pela Abefin (Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira), realizada em parceria com o Instituto Axxus de Pesquisa, ligado à Unicamp, apontou que a utilização dos recursos captados por meio do Crédito do Trabalhador é direcionada para diversas finalidades – a começar pela substituição de dívidas mais caras por outras com taxas de juros menores, como cheque especial e cartão de crédito.
Além dessa troca, 29% usam os valores para pagar despesas de saúde, 26% contratam o crédito para fazer reformas ou manutenção da casa, 19% compram eletrodomésticos e outros 19% empregam o recurso financeiro para ajudar na compra de um automóvel.
Outros levantamentos de mercado mostram que a população mais jovem (entre 18 e 34 anos) lidera a busca por recursos oferecidos pelo Crédito do Trabalhador, com valores contratados em torno de R$ 1.600.
Infraestrutura da Celcoin para o Crédito do Trabalhador
Embora o Crédito do Trabalhador traga um grande volume de oportunidades para instituições financeiras e não financeiras, originar essa modalidade de crédito traz alguns desafios. A concorrência elevada, a necessidade de respostas instantâneas e a complexidade regulatória exigem a adoção de uma infraestrutura financeira robusta, automatizada e escalável.
A Celcoin se destaca neste mercado com uma tecnologia de crédito completa e diversificada, tendo o Crédito do Trabalhador como uma de suas principais frentes. Baseada 100% em APIs, a infraestrutura permite que as empresas operem o consignado privado com eficiência, segurança, agilidade e escalabilidade, sem a necessidade de desenvolver uma tecnologia do zero, o que reduz o time-to-market e minimiza custos.
Para que a entrada dessas empresas nesse mercado aconteça com maior facilidade, a Celcoin lançou recentemente o Leilão 2.0, que reúne, em um único ambiente, integração regulatória, distribuição de ofertas, formalização digital e automação operacional.
Integrada à infraestrutura oficial da Dataprev e da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital), a solução destaca-se pela capacidade de disponibilizar propostas aprovadas em até 8 segundos após a solicitação do trabalhador.
A plataforma utiliza um motor de arbitragem, que considera inicialmente o valor liberado e, posteriormente, o menor Custo Efetivo Total (CET), buscando equilibrar taxas atrativas no mercado e as melhores condições para quem está contratando. Além disso, conta com o recurso Spread Max, que ajusta automaticamente as condições da proposta autorizada para maximizar a rentabilidade da operação.