Os ERPs vivem uma fase de transformações estruturais, guiada pela convergência entre sua atuação e a digitalização dos serviços bancários. De ferramentas essencialmente operacionais, responsáveis por organizar dados, integrar áreas e dar previsibilidade à gestão empresarial, hoje estão se tornando verdadeiros hubs financeiros.
Esse movimento acontece em uma fase de forte expansão do mercado. Atualmente, o Brasil é considerado o quinto maior mercado mundial de ERP em potencial de crescimento, com um volume projetado de US$ 2,3 bilhões até 2030, segundo dados da ABES e do Grand View Research, portal de estatísticas da Horizon.
Em paralelo, a demanda por esse tipo de ferramenta é latente: 87% das empresas brasileiras buscam soluções de ERP e cerca de 90% preferem contratar infraestruturas prontas a terem que desenvolvê-las internamente. Esse cenário é impulsionado principalmente pelas PMEs, que representam 60% do mercado, respondem por 27% do PIB e crescem em ritmo mais acelerado do que as grandes corporações.
Principal desafio dos ERPs: fragmentação do fluxo operacional
Apesar da evolução acelerada dos ERPs, uma dor estrutural persiste: a fragmentação do fluxo operacional. Em suas rotinas financeiras, muitas empresas ainda dependem de bancos tradicionais e processos paralelos que acontecem fora da plataforma.
Enquanto o ERP concentra as informações e os pagamentos, processos como recebimentos e outras movimentações financeiras costumam ser realizados em ambientes externos, o que gera lentidão, erros de conciliação e perda de agilidade.
Outro ponto de atenção envolve a falta de um controle unificado de obrigações a pagar e receber. Essa dificuldade pode resultar em problemas para visualizar o fluxo de caixa real e estimular o aumento da inadimplência.
Além disso, alguns processos operacionais dos ERPs ainda são feitos de forma manual. A movimentação de arquivos CNAB, que engloba a troca de informações financeiras entre empresas e bancos, é um deles, o que acaba gerando custos operacionais elevados e maior risco de erros.
A fragmentação também impacta diretamente o acesso ao crédito, principalmente para as PMEs. Segundo levantamento da FGV e do Sebrae, apenas 18% delas têm acesso a financiamento. Isso ocorre, em grande parte, porque seus dados financeiros estão dispersos, dificultando a realização de análises mais precisas e ágeis por parte das instituições financeiras tradicionais.
Infraestrutura de Embedded Finance da Celcoin para ERPs
Incorporar serviços financeiros não significa apenas adicionar funcionalidades, mas lidar com uma complexidade significativa relacionada à regulação, compliance, integração com sistemas bancários e gestão de risco. Construir essa infraestrutura do zero exige tempo, investimento e expertise que nem sempre fazem parte do core business das empresas. Por isso, a parceria com infratechs aparece como uma alternativa completa, que dribla as barreiras atuais, abre novas possibilidades e acelera o time-to-market.
A Celcoin, infratech referência no mercado, se destaca no segmento de ERPs, resolvendo desafios como a baixa integração das operações financeiras, falta de visibilidade do fluxo de caixa e forte dependência de processos externos.
Com a sua solução completa de banking, serviços financeiros como conta digital, pagamentos, recebimentos, conciliação bancária e crédito ficam concentrados no próprio sistema, possibilitando uma gestão financeira mais eficiente, otimização da experiência do cliente, monetização da base e liquidez imediata, além de proporcionar maior valor agregado aos ERPs.
A operação ocorre sem a necessidade de ter licenciamento próprio, utilizando a licença da Celcoin que, além de provedora de tecnologia financeira, assume as responsabilidades sobre a conformidade regulatória e o compliance.
Jornadas financeiras automatizadas
Entre as principais funcionalidades da infraestrutura da Celcoin para ERPs, destacam-se:
- Integração com os sistemas: gestão financeira feita diretamente no ERP, sem a necessidade de redirecionamento para bancos ou sistemas de terceiros.
- Conciliação financeira: processamento automático de pagamentos e recebimentos realizados pelo ERP, incluindo cartões, boletos, Pix, DDA, ITP e débito em conta, reduzindo erros operacionais e facilitando auditorias.
- Split de pagamentos: distribuição automática de valores entre fornecedores, parceiros e empresas que operam modelos de marketplace ou franquia, eliminando processos manuais e reduzindo riscos operacionais.
- Gateway de Pagamento e Pix Automático: automação completa para gerir de forma nativa cobranças recorrentes, como mensalidades, assinaturas e taxas de serviços, inclusive via Pix Automático. Isso reduz a inadimplência e elimina esforços operacionais das empresas clientes.
- Antecipação de recebíveis: empresas usuárias de ERP podem antecipar recebíveis de cartão, garantindo liquidez imediata para o capital de giro, sem precisar recorrer aos bancos tradicionais. O processo ocorre de forma automatizada, com análise de risco embutida, facilitando o acesso ao crédito com taxas competitivas.
- Internalização de serviços financeiros: o ERP oferece serviços financeiros sob sua própria marca, agregando valor ao seu produto e criando novas fontes de receita.
- Análise de crédito: a tecnologia pioneira de Open Finance da Celcoin permite analisar o histórico de faturamento e o comportamento financeiro dos clientes, possibilitando oferecer crédito pré-aprovado com menor risco e taxas personalizadas.
- Credit as a Service (CaaS) como base para a oferta de crédito: a solução da Celcoin automatiza todas as etapas do ciclo de crédito, desde o onboarding e a emissão de CCBs até a gestão de carteira e cobrança. Com a CaaS, o ERP consegue operar múltiplas linhas de crédito em uma única interface, como crédito consignado privado e antecipação do Saque-Aniversário para os colaboradores das empresas que utilizam o sistema, com autonomia e velocidade.
Casos de uso
A infraestrutura robusta de Embedded Finance da Celcoin permite aos ERPs atenderem tanto PMEs de setores específicos – como saúde, educação, imobiliário, logística e agronegócio – como varejistas, fintechs e empresas de grande porte.Como um caso de sucesso da Celcoin, a PipeImob atua como um ERP para imobiliárias e corretoras, permitindo a elas concentrar, automatizar e organizar processos de proposta, locação e venda de imóveis.
A proptech tinha como principal ponto de atrito a falta de agilidade no pagamento das comissões dos corretores, que dependiam do encerramento completo da transação de venda dos imóveis para ter acesso aos valores devidos, cujos processos geram lentidão, imprevisibilidade, insatisfação e dificuldades de fluxo de caixa.
Para solucionar essa dor, a PipeImob contratou as soluções de banking, payments e credit da Celcoin, passando a oferecer conta digital, cash-in, cash-out e antecipação de recebíveis às empresas do setor.
Antes fragmentado, o fluxo financeiro agora se desenvolve em um ambiente único, digital e com monitoramento em tempo real, garantindo que cada etapa da jornada seja processada com velocidade, segurança e rastreabilidade.
Para saber mais sobre a solução de Embedded Finance da Celcoin para ERPs, fale com um especialista.