Mesmo em um cenário de crédito desafiador, o crescimento se manteve no início de 2026: volume de ofertas chegou a R$ 180,1 bilhões, com expansão de 15,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a Anbima
O desempenho de títulos híbridos e da renda variável impulsionou o resultado do primeiro trimestre de 2026 do mercado de capitais brasileiro, levando o volume de ofertas ao recorde de R$ 180,1 bilhões para o período desde o início da série histórica, em 2012, conforme divulgou a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
O volume de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) cresceu 37,8% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, enquanto FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) e Fiagros chegaram ao maior patamar para os três primeiros meses do ano, com as ofertas de ações somando R$ 13,2 bilhões, representando 85% de todo o volume de 2025.
O mercado de capitais no 1T26 registrou uma alta de 15,7% em relação ao mesmo intervalo de 2025. O valor foi distribuído em 689 operações, número 13% superior ao observado nos três primeiros meses do ano passado. Considerando apenas março, os R$ 73,4 bilhões das 239 operações representam um aumento de 15,6% no volume e de 13,8% na quantidade.
Para Cesar Mindof, diretor da Anbima, os números mostram um mercado de capitais diversificado e com capacidade de acomodar diferentes demandas de captação. Também demonstram, segundo o executivo, um sinal de profundidade e de amadurecimento, especialmente em um ambiente com taxa de juros em um patamar alto por tanto tempo e incertezas no cenário internacional.
Somente em março, o volume totalizou R$ 73,4 bilhões, superior ao registrado nos dois primeiros meses de 2026 e aos R$ 63,5 bilhões observados em março de 2025.
Os FIDCs registraram R$ 21,4 bilhões no primeiro trimestre, em 246 operações, o maior número de emissões entre todos os instrumentos nesse intervalo. Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima, avalia que o mercado ganhou tração em frentes diferentes, com os híbridos tendo um papel central no resultado, a renda variável voltando a aparecer com mais relevância, as notas comerciais em alta e o desempenho dos FIDCs refletindo a capacidade desse instrumento de se moldar às necessidades de diferentes setores da economia.
Títulos híbridos
Os títulos híbridos mais que dobraram o valor captado no mesmo intervalo de 2025, com recorde de emissão para o período em ambos os instrumentos. As ofertas de FIIs cresceram 146,6%, atingindo R$ 20,0 bilhões, enquanto as de Fiagros totalizaram R$ 3,3 bilhões, com alta de 97,5% na mesma base de comparação.
Renda variável
Na renda variável, os follow-ons alcançaram R$ 13,2 bilhões no primeiro trimestre, volume que corresponde a 85% do que foi registrado ao longo de 2025 inteiro. Ao todo, foram quatro ofertas de ações, com duas delas respondendo por R$ 12,4 bilhões desse montante.
Debêntures
As debêntures totalizaram R$ 99,3 bilhões no primeiro trimestre, com recuo de 4,0% frente ao mesmo período de 2025, mas expansão de 20,5% na quantidade, chegando a 153 operações, o que, segundo a Anbima, indica maior pulverização das captações. Os títulos incentivados pela Lei nº 12.431 – as chamadas “debêntures incentivadas” – responderam por 43,8% do volume total, a maior proporção já registrada para o período, reforçando o papel desse instrumento no financiamento de projetos de infraestrutura.
No mercado secundário, o volume negociado de debêntures (com e sem incentivo fiscal) atingiu R$ 236,1 bilhões, com crescimento de 20,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já em relação ao montante contabilizado no último trimestre do ano passado, houve um recuo de 20,2%.
CRIs e CRAs
As emissões de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) somaram, respectivamente, R$ 8,2 bilhões e R$ 3,7 bilhões, com retração de 28,3% e 39,3% ante o mesmo período de 2025.
Celcoin no mercado de capitais
O cenário de crescimento do mercado de capitais traz consigo oportunidades a todos os participantes da cadeia de crédito: originadores, investidores e intermediários. Conectados a uma infraestrutura de tecnologia financeira de alta performance, é possível atuar sem intermédio bancário, expandindo a atuação no mercado.
Pensando nisso, a Celcoin oferece soluções integradas às necessidades de cada player:
Originadores
Startups, PMEs, varejistas e marketplaces transformam seu fluxo de recebíveis em liquidez imediata através da antecipação de recebíveis e emissão de títulos, sem a burocracia dos bancos tradicionais.
Investidores
De FIDCs a assets, os investidores otimizam o controle de carteiras, simplificam relatórios regulatórios e garantem transparência total nos ativos, ganhando eficiência na gestão e segurança no lastro.
Intermediários
Corretoras, securitizadoras e escrituradoras utilizam a infraestrutura white-label e as APIs de alta performance da Celcoin para oferecer experiências financeiras personalizadas e agilizar a estruturação de operações.
Para saber mais sobre a atuação da Celcoin no mercado de capitais, clique aqui e acesse nosso site.