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Realizado pela ABFintechs e considerado hoje o maior evento de fintechs do Brasil, o Fintouch 2026 reuniu alguns dos principais nomes do setor para discutir o momento atual e os próximos passos do mercado. Como parte do diagnóstico, uma constatação esteve muito presente: após anos de avanço acelerado na quantidade de fintechs, o setor vive agora uma fase de maturidade.

Estão sendo observados uma permanência no mercado de empresas mais consolidadas e movimentos de M&A para unir forças, principalmente em meio a um compliance cada vez mais rigoroso. O protagonismo do Open Finance, o foco na eficiência operacional e na experiência do cliente, e o papel da infraestrutura financeira como base importante para escalar também são destaques.

Segundo José Luiz Rodrigues, presidente recém-empossado da ABFintechs, essa nova fase demanda uma conexão cada vez mais estratégica entre todos os integrantes da cadeia de negócios, incluindo fintechs, reguladores e provedores de infraestrutura. “Hoje lidamos com a tecnologia como guia desse avanço, com a adoção cada vez maior de ferramentas inteligentes e trabalho eficiente com os dados”.

Regulação

A regulação foi um tema bastante discutido ao longo do evento, com a presença de representantes do Banco Central destacando o trabalho feito pela autarquia para acompanhar a evolução das fintechs e tornar o arcabouço cada vez mais moderno e robusto. “As normas se tornaram mais rigorosas, mas mantemos um diálogo aberto com as fintechs. Hoje, a regulação age não somente como uma base para seu crescimento, mas como importante indutora de inovações, como o Pix e o Open Finance”, ressaltou Matheus Rauber, chefe de Subunidade do BC.

Fintouch destaca Open Finance como indutor de mudanças, com destaque para PMEs

O papel fundamental do Open Finance para elevar a operação das fintechs a um novo patamar foi unânime entre os participantes do Fintouch 2026, que destacaram sua importância no aprimoramento da experiência do cliente e na redução de riscos.

No entanto, apesar de sua evolução contínua, o momento atual do ecossistema sinaliza novas necessidades. Na visão de Irene Barreto, CEO e fundadora da fintech Limoney, é preciso investir na criação de casos de uso mais robustos, que possibilitem o desenvolvimento de novos produtos e serviços. 

No universo das PMEs, segmento pouco explorado, Irene destaca que ainda é necessário reforçar os consentimentos das empresas, que possuem um movimento infinitamente menor do que o volume de pessoas físicas (1,5 milhão versus 115 milhões), geralmente por desconhecimento sobre os benefícios do sistema. “O Open Finance precisa olhar para esse público e entender seus gaps para gerar bons casos de uso. Quando essas empresas entenderem o quanto ele pode agregar eficiência, elas não vão hesitar em apertar o botão do consentimento”.

Apetite do varejo por serviços financeiros e crédito impulsiona o Embedded Finance

Outro tema que ganhou forte relevância ao longo do Fintouch 2026 foi o Embedded Finance. Muitos apontaram o varejo como o mercado da vez para alavancar as finanças embarcadas, já que a oferta de serviços financeiros é considerada por cada vez mais varejistas como a melhor estratégia para fidelizar clientes e, consequentemente, obter novas fontes de receita. As empresas do setor inclusive já demandam infraestrutura que vá muito além de um “plugin de funcionalidades”, mas sim que faça parte de toda a jornada operacional.

“Costumo dizer que toda empresa vira uma fintech em algum momento. Quando a gente entende a necessidade do ecossistema do varejo de forma mais ampla, incluindo seus gaps, temos um ambiente fértil para a oferta do Embedded Finance”, enfatizou Gustavo Macedo, Diretor Comercial da Celcoin.

Segundo ele, a necessidade de uma plataforma tecnológica para captação de crédito e investimento também surge ao longo das jornadas de negócio, tanto no varejo como nos demais segmentos. “Quando uma empresa é criada, a captação de crédito é o que pesa mais. À medida que ela começa a escalar, os desafios mudam e surge a necessidade de investir em tecnologia para ampliar a distribuição”.

A partir do momento em que o varejo começa a atuar com crédito massificado, é importante se ater à eficiência de processos ao longo da jornada, como um onboarding seguro, tecnologia de KYC (Know Your Customer), criação de um motor de crédito para uma análise efetiva de risco e concessão de crédito, implementação de soluções de bancarização e gestão de cobrança. “Se o aparato tecnológico não for robusto, o varejo não conseguirá escalar”, complementou Macedo.

Nos próximos três anos, os especialistas apontaram que o ecossistema do Open Finance, o crédito consignado e as novas regulações vão transformar o Embedded Finance. 

Uma das maiores promessas é o programa de crédito consignado do governo voltado para trabalhadores CLT: o Crédito do Trabalhador. “É um mercado avaliado em cerca de R$ 500 bilhões, que pode chegar a R$ 1 trilhão se a esfera federal investir em regulação e incluir a garantia para os credores”, aponta Kaique Palombo, GPM na Núclea.

O potencial do Open Finance será ainda mais explorado e vai muito além dos dados. “Ainda existem empresas que hoje usam o sistema somente para a coleta de dados. Porém, sairá na frente quem souber usar com agilidade na oferta de soluções, melhorando a experiência do usuário que quer consumir crédito”, ressalta Emerson Vieira, head de Produtos da Artta.

Em complemento, Macedo acredita que os novos produtos que estão sendo lançados no mercado, derivados do arranjo Pix e tendo o Open Finance de fundo, por exemplo, podem criar diferentes casos de uso. A solução Sweeping Accounts da Celcoin é um deles. A ferramenta, focada na amortização de parcelas de crédito por meio do ecossistema, permite que credoras, fintechs e instituições financeiras busquem e transfiram automaticamente o saldo disponível em contas da mesma titularidade do cliente, para liquidar ou amortizar parcelas de empréstimos e financiamentos.

Hiperpersonalização: fintechs embarcam na era da IA 

O avanço da IA nos serviços financeiros contribui para estimular a hiperpersonalização. “A inteligência artificial vai ajudar o varejo a ter uma visão mais ampla sobre a capacidade pagadora do cliente. A ferramenta acessa as informações bancárias via Open Finance, categoriza suas finanças, mensura dados e entrega tudo para as empresas do setor. Isso estimula a oferta de produtos adequados à sua real capacidade de pagamento”, sinalizou Rogério Melfi, cofundador da Pilotin, durante o Fintouch 2026.

Além disso, segundo Melfi, a concorrência pela conquista do cliente ficará mais acirrada. “Se o crédito for negado por uma instituição financeira por risco elevado, via Open Finance outra dará a oportunidade para o usuário ter acesso a um crédito com condições melhores”. 

Em um futuro próximo, soluções agênticas baseadas em IA devem trazer um novo cenário para as fintechs, com movimentos como a união de LLMs (Large Language Models) e agentes conversacionais para interagir com o cliente e atender suas necessidades de compra ou pagamentos. “O agente que faz pagamentos ou compras precisa conhecer muito bem o usuário para que essas ações sejam feitas com segurança. O varejo precisa se ajustar a essa nova realidade. Para ele, é uma forma de reduzir custos, algo que tradicionalmente pesa na operação”, conclui Ligia Lopes, CEO da Teros.

Cibersegurança: Security by Design vira pré-requisito para novos produtos

O mercado de fintechs esteve envolvido recentemente em diversos episódios de ataques cibernéticos e fraudes. Isso jogou luz na necessidade urgente de reforçar os mecanismos de segurança. Para os especialistas que marcaram presença no debate sobre o assunto durante o Fintouch 2026, a segurança precisa fazer parte de toda a jornada operacional das fintechs. “Hoje é impossível pensar no desenvolvimento de um produto sem levar em conta a segurança. Ou seja, o Security by Design nunca foi tão importante”, ressalta Caio Fernandes, chefe do departamento de Tecnologia do BC.

Atualmente, não há mais espaço para a falta de preparo das fintechs para se proteger dos ataques e das fraudes. “As empresas precisam ter uma estrutura preparada para agir rapidamente e não deixar o cliente sem acesso aos serviços, com a atuação de comitês de risco e o envolvimento de times de tecnologia, legal e comunicação. O mercado não aceita falta de transparência e falhas de comunicação”, disse Fernanda Gagliardi, especialista de PLD/FTP.

Celcoin como referência em Embedded Finance

Infratech pioneira em Open Finance e hoje considerada proprietária da infraestrutura de tecnologia financeira mais completa do Brasil, a Celcoin acompanha de perto a movimentação do Embedded Finance. Como parte de sua estratégia, estão os constantes investimentos em jornadas de crédito end-to-end, serviços de pagamentos white-label para o varejo, tecnologias modulares para fintechs, compartilhamento inteligente de dados, cibersegurança e muitas outras frentes.

Hoje, a infratech movimenta mensalmente mais de R$ 40 bilhões, com uma carteira que ultrapassa 7.000 clientes financeiros e não financeiros. Além da infraestrutura tecnológica, as licenças de IP e SCD da Celcoin levam até empresas toda a estrutura regulatória necessária para atuar com serviços financeiros, de acordo com as exigências cada vez mais rigorosas do Banco Central, das Secretarias da Fazenda e dos demais órgãos reguladores.

Para saber mais, acesse www.celcoin.com.br.

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