A inteligência artificial é o grande vetor da transformação vivenciada atualmente pelo mercado financeiro. No primeiro dia do FEBRABAN TECH 2026, maior evento de tecnologia e inovação do setor financeiro da América Latina, o tema esteve presente em grande parte das discussões sobre o desenvolvimento de soluções otimizadas, o avanço dos pagamentos e a melhoria de questões relacionadas a ética e governança.
Grandes bancos, como Itaú e Bradesco, seguem fazendo fortes investimentos em IA Generativa, com o desenvolvimento de soluções que permitem aos clientes interagir via texto ou voz, em linguagem natural e contextualizada, para buscar informações, tirar dúvidas, receber orientações e realizar transações. De acordo com Milton Maluhy, CEO do Itaú, a ideia é que a ia.i, novo produto do banco, esteja acessível a todos os clientes até o fim deste ano. Já a BIA, inteligência artificial do Bradesco que completa uma década, evoluiu para a BIA GenAI e registrou 74 milhões de transações apenas no primeiro semestre deste ano.
Para Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, o que antes era apenas uma possibilidade em relação à IA, hoje tornou-se realidade, contribuindo para a eficiência, produtividade, entregas ágeis e tomada de decisões. “Hoje a pergunta é: onde nós não estamos usando a IA?”, indagou.
Diferentemente da edição de 2025 do FEBRABAN TECH, em que o foco da IA esteve na inovação, a pauta nesta edição avançou para governança e regulação. A opinião é unânime: usar a inteligência artificial de maneira responsável garantirá sua evolução e permanência no futuro. “A ética na IA é inegociável”, enfatizou Maluhy.
IA impulsiona a eficiência do crédito
A IA também está evoluindo a análise de crédito, com modelos preditivos que permitem operações personalizadas e diagnósticos precisos sobre a real capacidade de pagamento dos clientes.
Viviane Meister, CEO da AVRA, startup que desenvolve modelos preditivos e de aprendizado profundo (deep learning) para decifrar o comportamento econômico das PMEs, ressalta que a ferramenta auxilia grandes corporações na concessão de recursos para esse público.
“Muitas pequenas e médias empresas não têm histórico de crédito, o que dificulta seu acesso aos recursos. A IA possibilita a análise de dados não convencionais para compor o score, como, por exemplo, imagens de satélite que captam a qualidade do telhado dos estabelecimentos, que identificam a conservação ou não das suas instalações. São dados que servem como fator de avaliação para a concessão de crédito”, explicou.
Transparência, segurança e confiabilidade como ativos do Open Finance
Após mais de seis anos de implementação no Brasil, o Open Finance evoluiu tendo a inovação e a regulação como pilares de um ecossistema que ultrapassou 210 milhões de consentimentos e 10 bilhões de chamadas semanais.
Em painel dedicado ao tema, Janaina Attie, consultora do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central, destacou que os principais desafios atuais envolvem a qualidade dos dados e o equilíbrio entre regulação e governança. “Isso é fundamental para sustentar a jornada do ecossistema construída até aqui”, pontuou.
Transparência, segurança e confiabilidade continuam sendo ativos centrais para a expansão do ecossistema. “A questão vai muito além de adotar o Open Finance. É preciso escalar com segurança e proteger os dados do cliente. Estabelecer uma relação de confiança é algo construído no longo prazo”, avaliou Leandro Pupe Nóbrega, Head de Data & AI do Santander Brasil.
FEBRABAN TECH 2026 destaca a evolução do Pix como ecossistema
O Pix também ocupou espaço nas discussões durante o primeiro dia do evento. Esse meio de pagamento, além de ter ganhado a preferência dos brasileiros, saiu do patamar de um produto financeiro e se tornou um ecossistema, com a criação de novos produtos derivados, como o Pix Automático, pagamentos por aproximação e uso da biometria.
O papel do Pix na inclusão financeira foi consenso entre os painelistas. Lauro Gonzalez, professor da FGV, citou uma pesquisa da instituição apontando que as regiões Norte e Nordeste registram média de 40 transações mensais por usuário, contra 30 na região Sul. “É fundamental preservar esse acesso. O Pix impactou positivamente os brasileiros que estavam fora do sistema financeiro.”
A acessibilidade também foi analisada sob a ótica da conectividade. “Não basta ter acesso ao Pix; é preciso garantir o mesmo em relação à internet. Ainda existe uma parcela da população que esgota seu pacote de dados antes do fim do mês. E atualmente a maioria das transações ocorre via dispositivos móveis”, destacou Maurício Santos, executivo de Financial Services e Digital Banking.
O avanço da modalidade abre novas oportunidades de negócios com a integração do Pix à infraestrutura de empresas não financeiras. “O Pix pode ser embarcado na infraestrutura financeira de forma simples e modular, criando novas fontes de receita para o negócio e oferecendo jornadas de pagamento fluidas para os clientes”, reforçou José Henrique Camargo, superintendente sênior de Negócios e Produtos do Bradesco Payments.
Celcoin lança o cel_agents no FEBRABAN TECH 2026
A Celcoin marca presença no FEBRABAN TECH 2026 com o lançamento do cel_agents, solução AI-First pioneira no mercado que aplica inteligência artificial nativa ao desenvolvimento e à integração de soluções financeiras.
A tecnologia reduz de cerca de três meses para poucas horas o tempo entre a decisão de criar um serviço financeiro e sua colocação em uso prático. O processo de cadastro, provisionamento do ambiente e habilitação para simulações passa a levar menos de 5 minutos.
Desenvolvida para atender tanto gestores de produto quanto equipes de engenharia, a plataforma combina quatro componentes fundamentais sob um mesmo contexto: sandbox self-service autônomo, integração via MCP (Model Context Protocol), cel_agents Studio e soluções nativas com expansão simplificada.
Para conhecer essa novidade, visite o estande da Celcoin no evento (estande A110) ou acesse nosso site: www.celcoin.ai.
O FEBRABAN TECH 2026 acontece entre os dias 24 e 26 de agosto no Distrito Anhembi (SP).