Números da Anbima apontam para captação líquida de R$ 184,7 bilhões de todos os fundos de investimentos no período
Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) se destacaram no primeiro semestre deste ano, fechando o período com entrada líquida de R$ 30,6 bilhões, de acordo com dados revelados no balanço da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
No total, os fundos de investimento encerraram o 1º semestre com captação líquida de R$ 184,7 bilhões, mais que o dobro em relação aos R$ 84 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O resultado é o segundo melhor para um primeiro semestre nos últimos cinco anos, perdendo apenas para 2024.
Renda fixa em destaque
Na liderança, a renda fixa respondeu pela maior parte das entradas, com os fundos da categoria registrando captação líquida de R$ 108,4 bilhões entre janeiro e junho, acima dos R$ 78,2 bilhões alcançados no mesmo período do ano passado.
Os ETFs tiveram entrada líquida de R$ 32,5 bilhões, ante R$ 5,1 bilhões no mesmo intervalo de 2025, um avanço impulsionado principalmente pelos ETFs de renda fixa, responsáveis por R$ 27,1 bilhões das entradas no período.
Os Fundos de Investimento em Participações (FIPs) registraram entrada líquida de R$ 32,1 bilhões, enquanto os Fiagros (Fundos de Investimento nas Cadeias Agroindustriais) tiveram captação líquida de R$ 5,1 bilhões.
Crescimento dos FIDCs fortalece o financiamento de diferentes setores
Ao analisar os resultados, Julya Wellisch, diretora da Anbima, assinalou que “mesmo em um ambiente marcado por maior cautela, os fundos estruturados seguiram ocupando espaço relevante nas estratégias de diversificação de parte dos investidores, especialmente daqueles com horizonte de longo prazo”. Ela considerou o fato como positivo, “porque contribui para o financiamento de diferentes setores produtivos, fortalecendo a conexão entre o mercado de capitais e a economia real”.
Na ponta oposta, os multimercados e fundos de ações continuaram pressionando os números da indústria. Os multimercados encerraram o primeiro semestre com resgates líquidos de R$ 9,9 bilhões, enquanto os fundos de ações registraram saídas de R$ 6,5 bilhões. Apesar dos resultados negativos, as retiradas foram significativamente menores do que as observadas no primeiro semestre de 2025, quando somaram R$ 65,2 bilhões e R$ 41,5 bilhões, respectivamente.
Analisando apenas o mês de junho, os FIDCs apresentaram entrada líquida de R$ 5,7 bilhões. Na somatória, os fundos de investimento registraram um resgate líquido de R$ 5,3 bilhões em junho; no entanto, ainda mantendo a captação positiva de R$ 184,7 bilhões em 2026.
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