Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais apontam que renda fixa, FIPs e FIDCs puxaram aplicações no ano passado
Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) registraram, em dezembro de 2025, saída líquida de R$ 1,8 bilhão, acumulando, no ano passado, captação positiva de R$ 57,6 bilhões. Com destaque para renda fixa, Fundos de Investimento em Participações (FIPs) e FIDCs, a indústria de fundos encerrou 2025 no azul, com captação líquida positiva acumulada de R$ 88,4 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O montante, no entanto, ficou abaixo do registrado em 2024, quando as entradas somaram R$ 123,6 bilhões.
As entradas líquidas de R$ 57,6 bilhões colocaram os FIDCs entre os líderes de captação, ficando apenas atrás do volume de R$ 60,1 bilhões registrado pelos FIPs e dos fundos de renda fixa, que acumularam R$ 84,3 bilhões. Os ETFs aparecem depois dos FIDCs, com captação líquida de R$ 22,9 bilhões – a maior desde o início da série histórica da Anbima, realizada desde 2002.
Em nota, Pedro Rudge, diretor da Anbima, destacou que “os fundos de renda fixa foram a locomotiva da indústria, com os investidores buscando retornos adicionais ao CDI nos fundos de crédito privado”. De acordo com ele, esse cenário tende a se manter em 2026, considerando o nível ainda elevado dos juros e uma postura mais prudente dos investidores em um ano eleitoral.
Também diretora da associação, Julya Wellisch chamou a atenção para a relevância dos fundos estruturados para o desempenho do setor. Para Wellisch, o fato de FIPs e FIDCs apresentarem os melhores resultados depois dos fundos de renda fixa reforça o papel desses produtos como importantes financiadores da economia real e como destino de uma parcela crescente dos recursos dos investidores.
Em 2025, o número de contas de investidores em FIDCs passou de 172,2 mil em janeiro para 331,4 mil em dezembro, uma alta de 92,5%. Já entre os FIPs o crescimento foi de 23,4%.
Fundos multimercados e fundos de ações em destaque
Os fundos multimercados apresentaram o maior volume de resgates líquidos da indústria em 2025, com saídas acumuladas de R$ 58,9 bilhões. No entanto, o valor é significativamente inferior ao observado em 2024, quando os resgates somaram R$ 349,1 bilhões, sinalizando uma desaceleração das retiradas nessa categoria. Já os fundos de ações registraram saídas líquidas de R$ 54,5 bilhões, ante R$ 16,3 bilhões no ano anterior.
A Anbima representa um ecossistema de cerca de 1.500 instituições de diversos segmentos, entre associados e instituições que seguem os códigos de autorregulação da entidade. A associação tem atividades de representação dos interesses do setor, de autorregulação e supervisão voluntária e privada de seus mercados, de distribuição de informações que contribuam para o crescimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais e de educação para profissionais de mercado, investidores e sociedade em geral.
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