Entrar
Qual o seu painel na Celcoin?
Cada painel tem sua credencial distinta.
Gerencie suas finanças com eficiência e praticidade.
Qual o seu painel na Celcoin?
Cada painel tem sua credencial distinta.
Não tem acesso?

Analistas do mercado de capitais projetam perspectiva de ciclo de queda da Selic e novos estímulos no mercado de dívida

Transformações estruturais do crédito no Brasil, sobretudo nos últimos dois anos, vêm ampliando a participação dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) no mercado de dívida e no portfólio dos investidores. A perspectiva do ciclo de queda da Selic deve impulsionar o segmento de dívida, apontam os analistas do mercado de capitais. A expectativa da indústria de fundos é que os FIDCs ultrapassem R$ 1 trilhão em patrimônio líquido em 2026.

Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) divulgados em janeiro mostram que os FIDCs apresentaram mais de mil operações em 2025, respondendo por 42% da quantidade de ofertas de renda fixa no mesmo período. Ainda de acordo com números publicados pela Anbima, os FIDCs foram responsáveis pelos maiores volumes em captação entre os títulos de securitização. Foram R$ 90,8 bilhões em 2025, o que significa um aumento de 9,5% em relação ao ano anterior.

Na análise de Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima, o número de ofertas de FIDCs ressalta o papel estratégico desse instrumento no mercado de capitais. Para Maranhão, os FIDCs vêm se destacando como alternativa de financiamento para empresas de vários portes. 

FIDCs têm maior participação na carteira dos investidores

Para alguns analistas, diante de um novo ciclo de queda da taxa básica de juros, é possível que a dinâmica de alocação na carteira dos investidores apresente mudanças. No entanto, isso não deve influenciar o apetite no caso dos FIDCs. As análises apontam mudanças importantes a partir da Resolução CVM 175, que permitiu o acesso dos investidores de varejo aos FIDCs, subindo também a régua em relação à transparência na gestão desses fundos. 

A visão do mercado é que a Resolução CVM 175, além de abrir oportunidades para uma gama maior de investidores, resultou na maturação das estruturas subordinadas e sêniores, favorecendo a expansão, com escala e segurança. Esse movimento se reflete na indústria de FIDCs em 2026, conferindo aos fundos mais diversificação e um reposicionamento na indústria como protagonista. 

Na análise de Leandro Turaça, sócio-gestor da Ouro Preto Investimentos, a popularização dos FIDCs entre os investidores provocou mudanças na dinâmica do setor e ampliou o alcance desse ativo em um ritmo que outras classes de fundos não conseguiram acompanhar. Com acesso às cotas sêniores, percebidas pelo mercado como a camada mais segura da estrutura dos FIDCs, os investidores de varejo passaram a ocupar um espaço relevante na formação de capital desses fundos. Paralelamente, os investidores institucionais também intensificaram a compra das cotas dos FIDCs, analisa Turaça.

Crédito estruturado desponta

Muito próximos de se tornarem o principal instrumento de crédito no mercado de capitais no Brasil, os FIDCs avançam à medida que o mercado assiste a uma desaceleração do crédito bancário tradicional, observa Turaça, em análises da Ouro Preto Investimentos. Os estudos indicam uma clara reconfiguração do mercado de capitais. Os levantamentos da Ouro Preto mostram que 76% do crédito nacional ainda circulam em bancos tradicionais, porém a tendência é haver uma redução gradual dessa concentração. 

O estudo realizado pela Ouro Preto aponta que o mercado de capitais poderá chegar a 37% de participação no crédito até 2029. As análises indicam ainda que o mercado de capitais deverá ultrapassar o sistema bancário em 2034, quando 51% do crédito circularão fora dos bancos. Esse movimento não desponta por acaso, refletindo a demanda por alternativas de financiamento e pelo reconhecimento do papel dos FIDCs em atender demandas de empresas de vários portes e segmentos.

Com o amadurecimento do mercado de crédito privado, a expectativa dos analistas de mercado, a partir do início do ciclo de queda de juros, é buscar retornos diferenciados puxados por operações estruturadas. Entre os exemplos dessas operações, estão Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro). 

As análises da Ouro Preto ressaltam o avanço do crédito alternativo. Em 2026, o investidor perceberá os FIDCs como elemento estrutural de sua carteira. Turaça diz que o FIDC deixará de ser visto como um produto de nicho. O horizonte aponta para escala, governança e diversificação como motores de desempenho, destaca o sócio-gestor da Ouro Preto.

Maturidade regulatória de crédito

O crescimento da indústria de FIDCs está diretamente relacionado à crescente demanda por crédito estruturado. A expansão desses fundos também tem se beneficiado da padronização e da maior maturidade regulatória, principalmente pelas mudanças trazidas pela Resolução CVM 175. 

As projeções otimistas vêm acompanhadas de mais rigor na dinâmica entre cedentes e prestadores de serviços. Na visão do mercado, ambos devem adotar práticas mais rigorosas de governança, diligência e monitoramento de ativos que constituem a carteira desses fundos.

A combinação entre demanda reprimida por crédito, ambiente regulatório mais transparente e capacidade crescente de originação desponta como passaporte para os FIDCs se posicionarem no centro da expansão do mercado de capitais, observa Turaça.

Infraestrutura de crédito da Celcoin impulsiona diferentes modelos de negócios

A transformação do mercado de crédito no Brasil, além da maior diversificação de fundos de investimentos, passa também pela democratização das ofertas. Empresas de diversos segmentos passam a oferecer diferentes modalidades sem intermédio de bancos tradicionais, abrindo espaço para novas oportunidades de negócios.

A Celcoin integra esses players a essas diferentes modalidades, oferecendo uma infraestrutura tecnológica e regulatória completa para viabilizar todas as etapas da operação: do onboarding de clientes à gestão de carteira e cobrança, passando pela emissão de CCBs e formalização.

O cel_credit, solução de Embedded Finance da Celcoin voltada para oferta de crédito, envolve diferentes públicos e modelos de negócio. Entre eles, o Consignado as a Service (ideal para corbans), Crédito do Trabalhador, Core Credit (voltado para empresas reguladas), antecipação de recebíveis e soluções personalizadas aos diferentes segmentos do mercado de capitais.

Sumário

Destaques

Potencialize seu negócio com as soluções da Celcoin

Aumente agora seu potencial de negócio com nossa infraestrutura exclusiva para você.